sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Os Cães Bomba na Segunda Guerra Mundial



Os Cães Bomba durante a ocupação 
Alemã na União Soviética

Dizem que cão é o melhor amigo do homem, mas os seres humanos nem sempre têm correspondido, não apenas satisfazendo-se com os casos de abuso e negligência, mas até mesmo usando-os como grotesco artefato de destruição.

Os cães antitanque (em russo: Собаки-истребители танков ou Противотанковые собаки; em alemão Panzerabwehrhunde ou Hundeminen, "cão-mina") eram cães adestrados que conduziam explosivos na direção de tanques, veículos blindados e outros alvos militares. Foram ostensivamente treinados pelas forças soviéticas e russas entre 1930 e 1996, sendo utilizados em 1941 e 1942 contra tanques alemães durante a Segunda Guerra Mundial.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o exército soviético estava sofrendo ataques terríveis dos tanques alemães e a solução veio em forma de latidos. Foram projetadas bombas para serem amarradas aos cães e enviá-los contra os tanques. 



O treinamento original envolvia o abandono da bomba e a fuga do cão para que o explosivo pudesse ser detonado por um temporizador, mas com o fracasso desta técnica ela foi substituída por um procedimento de detonação por impacto, que no processo provocava a morte do animal. O Exército dos Estados Unidos treinou cães antitanque em 1943 para uso contra fortificações, mas não há registros de que eles tenham sido empregados em combate. Cães amarrados a explosivos foram também utilizados, de forma mal-sucedida, por insurgentes iraquianos em 2005.
A origem de tal idéia macabra é do cientista Pavlov, o fundador da psicologia behaviorista (ou behaviorismo), cujas experiências são baseadas na tentativa de alterar o comportamento animal por estímulos que criam respostas em particular.Na verdade estes cães de brigada explosivos são conhecidos historicamente como “cães de Pavlov”.
Para treinar os cães eram alimentados através de um tanque durante semanas para associar o aparecimento do elemento com o fato de que eles poderiam comer. Dias antes de liberá-los na batalha, eles eram privados de alimentos e depois soltos na linha de frente com os tanques inimigos.


O Exército Vermelho não contava com um corpo de adestradores, recrutando portanto caçadores e profissionais do circo e da polícia. Diversos cientistas foram também envolvidos na implementação do programa. Devido a sua força, velocidade, destemor e inteligência, pastores-alemães eram os principais escolhidos para treinamento, apesar de outras raças terem sido utilizadas. A idéia de usar os cães como minas explosivas móveis foi aperfeiçoada na década de 1930, juntamente com o projeto de bombas que melhor se adequassem ao físico dos animais. Em 1935, unidades de cães antitanque foram oficialmente engajadas às forças soviéticas.


Cada cão foi equipado com um carregador de minas com capacidade para até 12 quilos e dois bolsos ajustáveis individualmente. A mina possuía um pino de segurança, removido antes da soltura do animal. O explosivo também não trazia identificação, e não poderia ser desarmado. Uma alavanca de madeira estendia-se de um bolso na altura de aproximadamente 20 centímetros; quando o cão se esgueirava para baixo do tanque, ela era empurrada contra a parte inferior do veículo, acionando a mina. Devido ao fato dos chassis serem a parte mais vulnerável dos blindados, esperava-se que a explosão destruísse o veículo.
O uso de cães antitanque aumentou durante 1941-1942, quando o Exército Vermelho empregou todos os seus esforços para deter o avanço alemão na Frente Oriental da Segunda Guerra Mundial. Neste período, as escolas de treinamento canino estiveram focadas em produzir principalmente cães antitanque. O exército soviético empregou aproximadamente 40.000 animais em missões especiais.
O primeiro grupo de cães antitanque chegou à linha de frente no final do verão de 1941, e incluía 30 cães e 40 treinadores. Sua aplicação prática revelou problemas sérios. Com a intenção de economizar combustível e munição, os animais haviam sido treinados em tanques desligados, que não dispararam suas armas. No campo de batalha, os cães recusaram-se a esgueirarem-se para debaixo de tanques em movimento. Alguns mais persistentes correram junto aos veículos esperando que parassem, sendo mortos no processo. A artilharia dos tanques assustou a maioria dos animais. Sua reação natural seria então voltar às trincheiras, detonando os explosivos ao saltarem. Para evitar isso, os cães em fuga tiveram de ser abatidos, frequentemente por seus próprios treinadores, que acabaram por recusarem-se a trabalhar em novos treinamentos; aqueles que criticaram o programa abertamente passaram a ser perseguidos pela polícia militar. Do primeiro grupo de 30 cães, apenas quatro conseguiram detonar suas cargas próximos a tanques alemães, infligindo danos de natureza desconhecida. Seis explodiram ao retornar às linhas soviéticas, matando e ferindo soldados. Três cães foram mortos e seus corpos capturados por alemães, apesar da reação furiosa dos soviéticos para evitar que isto acontecesse. Um oficial alemão capturado posteriormente relatou que, a partir dos animais mortos, eles foram capazes de descobrir o funcionamento do mecanismo de detonação e detalhes a respeito do design dos cães antitanque, considerando o projeto desesperado e ineficiente. Uma campanha de propaganda alemã procurou então desacreditar o Exército Vermelho, alegando que os soldados soviéticos recusavam-se a lutar, mandando cães em seu lugar para o front de batalha.
A eficiência da utilização de cães antitanque durante a Segunda Guerra permanece incerta. Fontes soviéticas afirmam que em torno de 300 tanques alemães foram colocados fora de operação por cães antitanque. Historiadores russos, no entanto, consideram os relatos uma propaganda que tenta justificar a existência do programa de treinamento de cães. Por outro lado, registros documentais comprovam alguns sucessos individuais, que geralmente giram em torno de uma dúzia de tanques danificados.
A partir de 1941, já sabendo a respeito dos cães soviéticos, as forças alemãs tomaram providências para defenderem-se, e cada soldado foi ordenado então a disparar contra cães em áreas de combate. De 1942 em diante houve um declínio no uso de cães antitanque pelos soviéticos, e as escolas de treinamento foram redirecionadas à produção dos mais necessários cães mensageiros e farejadores de minas. O treinamento de cães antitanque, no entanto, persistiu na Rússia até junho de 1996.


Abaixo em vídeo um pouco das imagens dos pobres animais
à caminho da morte


fonte: Wikipédia
                Blog do Tony
vídeo: Youtube

Até o próximo post.
Forte Abraço!
Osmarjun

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