quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Robot B9 M3 Class - Lost in Space

"Nem só de guerras vive o coração deste modelista"


Este trabalho já tem mais de dois anos de finalização e mesmo assim ainda é um dos meus preferidos por todas as particularidades que ocorreram antes, durante e depois do processo de montagem. Nest post vou colocar apenas os detalhes de como ganhei o kit, a pesquisa e o final do trabalho, no próximo prometo postar todo o processo de montagem passo a passo com todas as fotos inclusive. Espero que possam apreciar o que segue:

Lost in Space

Quem daqueles, que assim como eu estão hoje vivendo perto dos 50 anos de idade, nunca se deparou nos idos dos anos 70, ao ligar suas televisões nas sessões matinais ou vespertinas dos programas de televisão, com as séries mais tardes chamadas de enlatadas, primogênitas das atuais e não menos famosas, concorridas exibidas hoje não só pelos canais abertos como também pelos fechados.
Sim estou falando de uma época em que o computador e a internet eram inimagináveis e os meus sonhos de menino não iam além da esquina da rua de minha casa, mas suficientes para embalar toda uma geração de garotos que como eu, cresceu aprendendo a amar seus astros favoritos, aguardando ansiosamente cada episódio semanal daqueles seriados para saber o resultado e o desenrolar do episódio anterior.
Foi nesta época de ouro da TV brasileira que apareceu por aqui a série Perdidos no Espaço (ficha técnica abaixo) e de imediato encantou-nos a todos, deixando-nos sim um pouco mais alienados ao regime militar que ainda nos oprimia naquela época, mas não importa, fazendo-nos garotos sonhadores por muitos anos além, penso que ainda até os dias hoje.
Só lamento que as gerações mais novas, como a de minha filha não puderam ter a felicidade de viver aqueles doces momentos, que ainda tornam os homens que somos hoje, garotos de pés descalços e cara suja, reféns de nossas lembranças e com muitas saudades de uma época inesquecível.
Foi através da viagem de meu irmão mais novo aos EUA em 1998, que este kit The Robot from Lost in Space da Polar Lights chegou as minhas mãos como presente. Guardado com cuidado por muitos anos, aguardando a hora mais adequada e uma fase mais experiente como plastimodelista, quando ela chegou não hesitei.

Pesquisa:

Ficha Técnica:
Perdidos no Espaço – Lost in Space – 1965/1968 – EUA – P&B/Cor

Criado por:
Irwin Allen para a 20th Century-Fox Productions e CBS Television Network

Elenco:
Guy Williams, (Prof. John Robinson), June Lockhart (Maureen Robinson), Mark Goddard (Major Donald West), Marta Kristen (Judy Robinson), Billy Mumy (Will Robinson), Angela Cartwright (Penny Robinson), Jonathan Harris (Dr. Zachary Smith) e Bob May (Robot B9 Classe M3).

Música:
John Williams

Formato:
83 episódios de 50 minutos em 3 temporadas

Estória:
No final do século XX a Terra enfrenta o problema da super-população, que se torna crítico. A solução é a colonização do espaço sideral, começando por um planeta na órbita da estrela Alfa Centauri. Considerando o alcance da tecnologia americana, ele é o único planeta capaz fornecer condições ideais para existência humana.
Em 16 de outubro de 1997, o governo americano, através do Controle Alfa, lança a moderna e poderosa nave Júpiter 2, com a primeira família selecionada e treinada para dar início à colonização: os Robinson. É composta pelo pai John (professor de astrofísica e geofísica), pela mãe Maureen (bioquímica) e pelos filhos Judy, Penny e Will. Acompanhando-os está o Major Donald West - piloto da nave - e um robô, programado para auxiliar a família no processo de colonização. Os Robinson e Don West foram colocados em estado de animação suspensa devido à longa viagem. O piloto automático da nave foi acionado.
Entretanto, ocorre um imprevisto. O psicólogo do Controle Alfa, Coronel Zachary Smith, reprograma o robô dos Robinson para destruir a espaçonave após oitos horas de seu lançamento. Smith, na verdade, trabalha para um governo inimigo. Durante a produção da série (1965/68) o mundo estava em plena Guerra Fria, e assim, foi oportuno colocar o vilão como agente de uma potência inimiga dos Estados Unidos.
Ao fazer a checagem final de seu plano maléfico, Dr. Smith acaba ficando preso na nave e segue viagem na Júpiter 2. Com o peso extra de Smith, a nave sai de seu curso indo para o meio de uma chuva de meteoros. Após se livrar dos meteoros e anular a ação destrutiva do Robô, a família Robinson resolve tentar cumprir a missão de chegar à Alfa Centauro, apesar de estarem perdidos no espaço, pelos danos ocorridos na nave. O único a não concordar com a resolução é o "clandestino teimoso" Zachary Smith, que vai passar toda a série tentando voltar a Terra, principalmente por meio de traições e covardias.
Nas três temporadas que a série teve, os Robinson ficam vagando de planeta em planeta, tentando chegar à Alfa Centauri ou voltar à Terra. As histórias são fantásticas. Algumas bizarras, cheias de monstros, formas de vida extraterrestres inteligentes e estranhas, que são ameaças constantes.
Na primeira temporada, em preto e branco, as histórias têm maior teor de ficção científica que as temporadas seguintes. A partir da segunda, junto com as cores, vieram histórias cômicas e bizarras, centradas nos personagens Will – Smith – Robô, adotando a fórmula de sucesso da série Batman, que também fazia sucesso na época.

Fonte: Site RetroTV : http://retrotv.uol.com.br/






segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tempo de Explicar

Muitos amigos que não conhecem mais a fundo este hobby, me perguntam sobre por exemplo como são as figuras antes da montagem. Resolvi fazer este post com uma foto para que todos possam ter uma idéia de como o kit chega em nossas mãos. Esta imagem é do kit do sniper, fabricada em resina, porém há outras formas como as plásticas que vem em grades.
Kit fabricado em resina

Kit plástico na grade

Ambos precisam ser limpos e suas partes lavadas antes da montagem para retirada da gordura proveniente do contato e resíduos indevidos.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Diorama "On Road for Long Time"


Vou me alongar um pouco na explicação deste trabalho, pois ele demorou muito para ser finalizado.
Este Dio tem uma história peculiar e uma parte dela já havia contado anteriormente quando publiquei meu outro trabalho (Blow Up the Bridge).
Ele levou cinco anos para ser finalizado por diversos motivos. Quando comecei ainda tinha pouca experiência na montagem de trabalhos maiores e daquilo que eu pensava para ele, pois imaginava ambientá-lo com as figuras que havia comprado do kit do Blow e como não havia encontrado para comprar a ponte ferroviária na época, pensei que dele seria o destino das figuras. Quando encontrei a ponte ferroviária parei novamente o projeto, dedicando-me ao "Blow" e retomei este Dio somente um ano mais tarde.
Quando aprontei o caminhão, pensei em colocar outras figuras, montei as que hoje estão em outro Dio chamado "Halo Fritz", mas ainda pensava que faltava algo. Observando na net acabei então encontrando o soldado fazendo xixi e imaginei que estava bem próxima daquilo que eu pensava. Finalizada esta etapa o Dio parou novamente pois na minha opinião ainda faltavam mais detalhes, um deles difícil demais pois nunca tinha trabalhado "água" numa montagem e tinha receio de errar, estragar tudo e ainda por cima sabemos que no Brasil os produtos para isso são escassos. Se estivesse na Europa ou nos USA seria mais fácil pela variedade de opções e produtos.
Pesquisei muitos produtos nacionais e creio que consegui realizar uma textura bem próxima da água real.
Para finalizar o trabalho optei por manter apenas o soldado fazendo xixi (que deu uma discussão enorme nos fóruns e na exposição, rsrs... mas é uma história que contarei num outro momento) e acrescentar a moto e o outro soldado. Creio que a cena ficou agradável pois
ganhei dois prêmios com ele no ano passado.
Trata-se de um Dio ambientado na região de Cherbourg na França ocupada, algum tempo antes do desembarque Aliado na Normandia.
Enfim, foi um "parto com uma gestação" que durou cinco anos, mais ou menos...


O Dio na Exposição do GPC Campinas em agosto de 2009
dois prêmios recebidos na categoria









sábado, 30 de janeiro de 2010

Waffen SS - Sniper - Russian Front - Summer 1943


Quando adquiri esta figura o que mais me motivou a montá-la e ambientá-la, foi o fato de poder estudar a vida e atuação dos snipers na história das guerras, que remontam de muitos séculos antes mesmo das guerras mais famosas. Apesar de ter a figura do sniper alemão, que era a única opção que o kit me oferecia, fui pesquisar a história do maior sniper ou pelo menos o mais conhecido, aquele que o povo tratou de tornar mais famoso, Seguem abaixo os detalhes:


Histórico:

“Kill one man, terrify a thousand”
(Ancient Chinese proverb)

“Mate um homem, aterrorize mil”
(Antigo provérbio Chinês)

Contam os especialistas em Snipers (Atirador Furtivo), que na história os primeiros atiradores datam da metade do século XVIII, inicialmente como caçadores de pássaros. Porém há relatos anteriores destes atiradores esportivos desde a Guerra Civil Inglesa (1642-1648).
A evolução da técnica na construção de rifles incumbiu-se de torná-los mais especialistas ainda e com essa evolução a partir do século XIX os grupos militares armados começaram a ganhar força, treinando homens para missões mais específicas.
Foi a partir da Primeira Guerra Mundial, após 1914 que eles tornaram-se peças de suma importância nos diversos batalhões dos exércitos e começaram a ser treinados com mais especificidade.
Um dos livros: “Out of Nowhere A History of The Military Sniper” de Martin Pegler, que pesquisei para construir e situar meu trabalho, começa com a frase que citei no início de minha explanação.
No mínimo bastante assustador se pensarmos que estes homens muitas vezes solitários são alçados das camadas de soldados mais comuns, preparados psicologicamente para ter sangue frio, ser calculista e impiedoso no momento de fazer a mira e disparar contra seu alvo.
Ao longo da história, em algumas épocas estas figuras tornaram-se lendárias, chegando a ser elevados a condição de mitos, como o caso mais específico do soviético Vasili Zaitsev (1915-1991) que se tornou famoso na União Soviética durante a Batalha de Stalingrado em 1942.

A ele foram atribuídas durante o conflito mais de 40 mortes em apenas alguns dias, mais de 200 soldados alemães e cerca de 470 em todo conflito. Chegou a manter nesta época uma escola de tiro para ensinar os novatos, tendo inclusive mulheres como a aluna Tânia Chernova, americana descendente de bielorussos, com quem Vasili teve um romance retratado no filme Círculo de Fogo (2001).
Durante o verão de 1943 os alemães ainda buscavam firmarem-se em território russo para tentar a conquista de um dos maiores objetivos de Hitler, a ocupação da União Soviética através da Operação Barbarrosa.
Resolvi então colocar em prática a montagem de um kit muito bem detalhado onde um Sniper Alemão (1/16 scale) sentado fazendo mira tentando cumprir sua missão.
Como as pesquisas sobre snipers me levaram à história descrita acima, decidi então montar uma vinheta onde aparece o atirador, porém num local mais apropriado, ou seja, atrás de uma parede de uma casa ou provavelmente um celeiro semi-destruído, um ponto alto e isolado capaz de dar a ele uma visão privilegiada do objetivo.
A foto abaixo, encontrada durante as pesquisas, embora fosse de um atirador soviético me sugeriu tal idéia:


Fontes:

Out of Nowhere a History of the Military Sniper - Martin Pegler
(Osprey Publishing by Great Britain in 2004)

The Military Sniper since 1914 – Martin Pegler/Ramiro Bujeiro
(Osprey Publishing by Great Britain in 2001)

Battlefield – As Maiores Batalhas da História – Batalha de Stalingrado
(Editora Abril 2008)






sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Diorama "Hallo Fritz!! Outskirts of Sevastopol"

Estou postando um trabalho inédito, pois terminei-o no começo de Dezembro de 2009.
Aqui também precisei construir muitos detalhes a mão mesmo, principalmente no interior da casa. Está na escala 1:35.

Um pouco da história:

Hallo Fritz!! Outskirts of Sevastopol (Arredores de Sevastopol)
O cerco à cidade de Sevastopol teve lugar de 30 de outubro de 1941 até julho de 1942 numa batalha entre alemães e soviéticos, pois a cidade é rota de saída para o Mar Negro, posição muito cobiçada por ambos.
O 11º Exército Alemão, comandado por Erich Von Mansten sitiou Sevastopol. No momento do assalto final o exército alemão possuía 9 divisões de infantaria, 150 tanques, centenas de aviões e uma das maiores concentrações de artilharia de toda Wehrmacht.
A defesa da cidade estava a cargo do General Petrov que instalou na cidade inúmeras brigadas compostas de 3 regimentos e 19 batalhões de fuzileiros navais (cerca de 23.000 homens). Foram instalados 33 km de valas anti-tanques, 56 km de fios e colocadas 9.600 minas.
Há estimativas que os alemães provocaram perto de 90.000 baixas nos soviéticos (números contestados por estes) enquanto que estes perderam 24.000 homens. Após feroz período de batalha o cerco se rompeu e Sevastopol bastante destruída caiu nas mãos alemãs, porém durante o período do combate e apesar de um sucesso no final, a operação tinha consumido muito mais tempo que os alemães haviam imaginado. O avanço do Grupo de Exércitos Sul na preparação para a tentativa de tomar Stalingrado e o Cáucaso estava apenas começando, e a ofensiva alemã não teria o 11 º Exército para apoiá-los, fator decisivo mais tarde na definição da capitulação alemã no front leste.






quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Diorama "Blow Up the Bridge"

Este não foi meu primeiro Dio, porém adorei ambientá-lo, eu comprei somente as figuras em certa oportunidade, não achei a construção da ponte ferroviária e durante algum tempo tinha a intenção de montá-las num outro ambiente. Preparei-as para um outro trabalho que mais adiante vou postar, mas como as coisas mudam muito durante as montagens este projeto não saia do papel durante alguns anos.
Passado algum tempo fui a uma exposição e encontrei a construção em gesso/resina desmontada da ponte para comprar, bingo!
O futuro das figuras era mesmo o tema original. Trata-se de uma unidade de demolição alemã entrando em ação. Alguns itens da montagem foram adicionados e fabricados na unha mesmo como se diz no popular.

Escala 1:35