quarta-feira, 27 de abril de 2011

A COBRA FUMOU ! O Brasil entra no Conflito

A COBRA VAI FUMAR

Embora tenha demorado bastante para declarar Guerra as Forças do Eixo, mesmo depois de muitos ataques nas costas brasileiras à muitos de nossos navios mercantes, finalmente o Brasil decide enviar tropas para auxiliar os Aliados no Teatro de Operações Europeu.



Interesses na organização da FEB

Internamente, havia pelo menos dois interesses claros do governo Getúlio Vargas na formação da FEB e em seu envio para o campo de batalha. De um lado, consolidar o Brasil como uma nação militarmente importante na América do Sul. De outro, garantir ao país uma posição de destaque no cenário internacional. Com o primeiro, Vargas pensava poder obter o apoio militar a seu governo. Com o segundo, assegurar o papel de aliado privilegiado dos Estados Unidos.

Embora o governo norte-americano tivesse pressionado Vargas a ceder bases no Nordeste e em Fernando de Noronha para tropas Aliadas (o que contribuiu para que o Brasil declarasse guerra ao Eixo, em janeiro de 1942) o fato é que as vitórias dos Aliados no norte da África, em novembro daquele ano, diminuíram a importância estratégica do Brasil. Daí em diante, se o país entrou de fato no conflito, foi em boa medida resultado da insistência do povo brasileiro.

O curioso é que a participação da FEB explicitou algumas contradições políticas. O Brasil combatia o nazifascismo no exterior quando, internamente, Vargas flertava com tais idéias. A FEB lutava pelo restabelecimento da democracia nos territórios ocupados na Europa quando, no Brasil, havia uma ditadura.


Organização e Objetivos da FEB

A FEB foi organizada oficialmente em agosto de 1943, embora o Brasil tivesse declarado apoio aos Aliados em janeiro do ano anterior. Nesse meio tempo, vários oficiais brasileiros foram enviados aos Estados Unidos e posteriormente à Itália para cumprir treinamentos militares. Na Itália, as tropas da FEB se juntaram ao 5º Exército norte-americano, e este, por sua vez, ao 10º Grupo de Exércitos Aliados.

A chegada da FEB aos campos de batalha aconteceu apenas em julho de 1944. Inicialmente nossos soldados necessitaram passar por intensos treinamentos para ambientar-se ao material norte americano, além de esperar bastante pelo recebimento do mesmo, coisa inicialmente irritou nossos comandantes, pois a demora deixava a todos os soldados bastante impacientes.
O objetivo inicial da missão brasileira era reforçar o contingente dos Aliados no combate às tropas do Eixo estacionadas na Itália, no intuito de impedí-las de se unirem às forças inimigas que ocupavam a França.
Porém após entrarem em ação nossos valorosos pracinhas começaram a aprender muito durante os combates e passaram a atuar conjuntamente com as tropas aliadas, provando que eram capazes de combater com a mesma bravura dos companheiros aliados mais experientes.



fonte:
* Educação UOL

*Vitor Amorim de Angelo historiador, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos.
Atualmente é pesquisador do Institut d'Études Politiques de Paris.

*Estudos e anotações pessoais do autor do blog

Mais posts em breve.
Forte Abraço!
Osmarjun

domingo, 24 de abril de 2011

A COBRA FUMOU ! "A Era Vargas"

Caros amigos, para entendermos melhor a participação do Brasil no maior conflito armado da humanidade é preciso incialmente entendermos os fatos e homens que detinham o poder no Brasil naquele momento e o regime político adotado por eles.

A ERA VARGAS

(O Estado Novo 1937- 1945)


Getúlio Vargas assumiu a presidência do Brasil em 1934, eleito indiretamente pela Assembléia Constituinte, quatro anos após a Revolução de 30.

A constituição de 1934 marcou o início do processo de democratização do país, dando seqüência às reivindicações revolucionárias. Ela trouxe avanços significativos como o princípio da alternância no poder, a garantia do voto universal e secreto, agora estendido às mulheres, a pluralidade sindical e o direito à livre expressão.

Determinava também a realização de eleições diretas em 1938, nas quais o povo finalmente teria o direito de eleger o chefe supremo da Nação e proibia a reeleição de Getúlio. Mas o processo de democratização em curso ainda iria enfrentar muitos obstáculos. Desde fins de 1935, havia um clima de efervescência no país. De um lado, acirravam-se as disputas eleitorais e, de outro, multiplicavam-se as greves e as investidas oposicionistas da ANL - Aliança Nacional Libertadora contra o governo Vargas. A ANL foi fundada por tenentes dissidentes da Revolução de 30, que defendiam a reforma agrária e combatiam as doutrinas nazifascistas.

Influência nazifascista

A conjuntura mundial estava sob forte influência do nazifascismo, representado por Hitler na Alemanha e Mussolini na Itália. Era uma época marcada por forte sentimento nacionalista e pela centralização do poder estatal. Os ventos fascistas se faziam sentir no Brasil, através da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização fascista liderada por Plínio Salgado, cujas idéias conservadoras eram resumidas no lema "Deus, Pátria e Família".

O próprio Getúlio Vargas demonstrava grande afinidade com o nazifascismo, como se pode apreender através da forte perseguição aos judeus no seu governo. Muitos semitas emigraram impelidos pela perseguição nazista na Europa para países como o Brasil. No entanto, se deparavam com barreiras impostas pelo Estado, como bem ilustra uma circular editada em 1937, pelo então ministro das relações exteriores Mário de Pimentel Brandão, que determinava a recusa do visto de entrada a pessoas de origem judaica.


"O perigo vermelho"

A atmosfera externa aliou-se a uma situação interna bastante instável após a revolução de 30, em que as forças revolucionárias haviam se dividido e agora disputavam o poder.

A expansão dos grupos comunistas no Brasil, fortalecidos pela consolidação do regime soviético, causava um temor generalizado.

E justamente sob a alegação de conter o "perigo vermelho", o presidente Vargas declarou estado de sítio em fins de 1935, seguido pela declaração de estado de guerra no ano seguinte, em que todos os direitos civis foram suspensos e todos aqueles considerados "uma ameaça à paz nacional" passaram a ser perseguidos.

O governo federal, com plenos poderes, perseguiu, prendeu e torturou sem que houvesse qualquer controle por parte das instituições ou da sociedade. Em 1936, foram presos os líderes comunistas Luís Carlos Prestes e Olga Benário. Olga, que era judia, seria mais tarde deportada grávida pelo governo Vargas para a Alemanha, e morreria nos campos de concentração nazistas.

O Estado Novo

A forte concentração de poder no Executivo federal, em curso desde fins de 1935, a aliança com a hierarquia militar e com setores das oligarquias, criaram as condições para o golpe político de Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, inaugurando um dos períodos mais autoritários da história do país, que viria a ser conhecido como Estado Novo.

A justificativa dada pelo presidente foi a necessidade de impedir um "complô comunista", que ameaçava tomar conta do país, o chamado Plano Cohen, que foi depois desmascarado como uma fraude. Alegava também a necessidade de aplacar os interesses partidários mesquinhos que dominavam a disputa eleitoral. Na "Proclamação ao Povo Brasileiro", em que Getúlio anunciava o novo regime, ele diz:

"Entre a existência nacional e a situação de caos, de irresponsabilidade e desordem em que nos encontrávamos, não podia haver meio termo ou contemporização. Quando as competições políticas ameaçam degenerar em guerra civil, é sinal de que o regime constitucional perdeu o seu valor prático, subsistindo, apenas, como abstração."
Nessa ocasião, Vargas anunciou a nova Constituição de 1937, de inspiração fascista, que suspendia todos os direitos políticos, abolindo os partidos e as organizações civis. O Congresso Nacional foi fechado, assim como as Assembléias Legislativas e as Câmaras Municipais.

Autoritarismo político e modernização econômica
Mas, para dar suporte ao desenvolvimento econômico era necessário também fortalecer a máquina pública e a burocracia. Com esse objetivo foi criado o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), em 1938, que se ramificava pelos estados e cujos integrantes, nomeados pelo presidente, tinham por finalidade fiscalizar os governos estaduais.

Como vemos, o Estado Novo conjugou autoritarismo político e modernização econômica, sob um pano de fundo nacionalista e fascista. A relação que a ditadura varguista estabelecia com a sociedade era de controle e vigilância. Foi instituído o sindicato oficial, filiado ao Ministério do Trabalho, e abolida a liberdade de organização sindical. As relações entre trabalhadores e patrões ficavam assim sob controle do Estado, em que prevalecia a lógica conciliatória e o esvaziamento dos conflitos. A visão por trás disso era de que o Estado devia organizar a sociedade, e não o contrário.

Em contrapartida às restrições à organização dos trabalhadores, Getúlio implementou uma série de leis trabalhistas, culminando com a edição da Consolidação das Leis do Trabalho, em 1943, que garantiu importantes direitos e atendeu antigas reivindicações do movimento operário. Isso projetou a imagem de Vargas como "o pai dos pobres".


De volta à democracia

A Segunda Guerra Mundial, deflagrada em 1939, pôs em disputa a doutrina fascista e nazista contra a doutrina da liberal-democracia. Apesar da simpatia de Vargas pela Alemanha e pela Itália, as circunstâncias da guerra, com a entrada dos Estados Unidos no conflito, levaram o Brasil a combater ao lado dos Aliados. Com a derrota de Hitler em 1945, o mundo foi tomado pelas idéias democráticas e o regime autoritário brasileiro já não podia se manter.

Getúlio Vargas foi deposto pelos militares em 29 de outubro de 1945, sob o comando de Góes Monteiro, um dos homens diretamente envolvidos no golpe de 1937. A abertura democrática levou ao poder o general Eurico Gaspar Dutra, como presidente eleito pelo voto popular, dando fim a um dos períodos mais autoritários e violentos da nossa história.

fonte: Educação UOL - História do Brasil

Nos próximos posts mais sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial
Forte Abraço !
Osmarjun

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Cobra Fumou ! E quase ninguém sabe disso no Brasil

Antes de Começar...

Prezados Amigos e Seguidores do meu blog, quero pedir desculpas pela demora em postar mais novidades aqui, o motivo é o excesso de trabalho, que tem me tomado bastante tempo, porém não tenho deixado de trabalhar na  produção de novos modelos e nem a leitura e pesquisa. Muito breve terei novidades. Aguardem...




A COBRA FUMOU !

Nos últimos dois anos tenho lido e pesquisado muito sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, pretendo dividir com meus Amigos e Seguidores do blog, durante alguns posts intercalados aos meus trabalhos algumas passagens e imagens sobre os fatos que fizeram parte dessa missão heróica bravamente cumprida pelos nossos pracinhas no teatro de operações europeu, mais especificamente em solo italiano.

Eu vivo num país que amo muito, porém devo admitir que pelas nossas características de formação, somos na grande maioria bastante dispersivos quanto a fatos e valores relacionados há maioria das pessoas que escreveram de alguma forma seus nomes como grandes heróis nacionais.
Não desejo aqui criar polêmica sobre esta forma de enxergar tais fatos, mas sim explicar melhor os motivos para que todos entendam o por que de nossos valorosos pracinhas terem sido relegados ao esquecimento mesmo tendo sido considerado heróis pelos povos aliados que combateram lado a lado, conosco na Segunda Guerra.
Acredito como professor que sou, que se a história dos pracinhas brasileiros fosse muito mais trabalhada nas nossas escolas do que é hoje em dia, teríamos um povo muito mais consciente sobre este assunto, capaz de se orgulhar e valorizar muito mais este assunto.
Mas isto é assim mesmo no Brasil.
Traçando um comparativo com a data de hoje,  21 de Abril, se sairmos as ruas perguntando as pessoas o motivo do feriado, bem poucas saberiam dizer o verdadeiro motivo e refletirem sobre a importância desta data. Para a maioria é só mais uma chance de seguir viagem, procurando as praias para curtirem um descanso merecido.
Que pena!
Mesmo assim vou explicar a referida data de hoje e nos próximos posts vou me dedicar a descrever com algum detalhe as interessantes passagens de nossos pracinhas, contando sempre com a maravilhosa ajuda de escritores e pesquisadores renomados como Ricardo Bonalume Neto e Cesar Campiani Maximiano.


A INCONFIDÊNCIA MINEIRA
(Um herói brasileiro também muito pouco lembrado)




Líder da Inconfidência Mineira e primeiro mártir da Independência do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu em Minas Gerais em 1746, filho do proprietário rural português Domingos da Silva Santos.

Antes mesmo de freqüentar a escola, já havia aprendido a ler e escrever com a mãe. Órfão de mãe e pai desde a juventude, ficou sob a tutela de um tio até a maioridade, quando resolveu conhecer o Brasil. Já adulto, foi tropeiro, mascate e dentista (daí o apelido). Trabalhou em mineração e tentou a carreira militar, chegando ao posto de alferes no Regimento de Cavalaria Regular.

Foi na tropa que Tiradentes entrou em contato com as idéias iluministas, que o entusiasmaram e inspirariam a Inconfidência Mineira, a primeira revolta no Brasil Colônia a manifestar claramente sua intenção de romper laços com Portugal, marcando o início do processo de emancipação política do Brasil.

A revolta foi motivada ainda pela decisão da coroa de cobrar a derrama, uma dívida em atraso. A conspiração foi delatada por Joaquim Silvério dos Reis e todos os seus participantes foram presos.

Sobre Tiradentes, recaiu a responsabilidade total pelo movimento, sendo o único conspirador condenado à morte. Enforcado em 21 de abril de 1792, teve seu corpo esquartejado. Seus membros foram espalhados pelo caminho que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua cabeça foi exposta em Vila Rica.

Com a morte de Tiradentes, o Estado português queria demonstrar uma punição exemplar para desencorajar qualquer revolta contra o regime colonial. Tiradentes tornou-se mártir da Independência e da República.

fonte: Educação uol/biografias/
Enciclopédia Ilustrada Folha

No próximo post " A Cobra Fumou "
Forte Abraço
Osmarjun

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O que vem por aí . . . aguardem!

Mais um trabalho sendo finalizado, Em breve as fotos estarão aqui no Blog.
Aguardem!!!

Forte Abraço
Osmarjun

sábado, 19 de março de 2011

Upham - A Procura por Ryan - Figura 1:16 scale



Amigos, todos nós que apreciamos filmes relativos a Segunda Guerra Mundial já nos deparamos com muitas cenas, muitos atores, enfim algo que sempre acabou ficando gravado em nossas retinas. Possuo uma coleção bastante grande de filmes deste tema, todos bastante interessantes, alguns verdadeiras relíquias, mas alguns são muito especiais.
Um deles é o Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan- 1998) de autoria de Steven Spielberg um dos maiores cineastas do nosso tempo.
Esta película realmente mexeu bastante comigo, pelo realismo e intensidade das cenas rodadas, além das atuações sensacionais de alguns de seus protagonistas, tais com Tom Hanks e especialmente um ator coadjuvante de nome Jeremy Davies, que destacou-se na película, com grande atuação.

Jeremy Davies Boring
nasceu em 08 de Outubro de 1969 em Saugus, Califórnia, CA

Jeremy Davies frequentou a Academia Americana de Artes Dramáticas, em Pasadena, Califórnia.  Enquanto estudava lá começou a ganhar papéis pequenos em séries de TV e filmes.  Atuou em um episódio de " Singer & Sons " de 1990 , participou de dois episódios de " The Wonder Years ", ambos em 1992, em temporadas diferentes.  Ele também teve um pequeno papel em " Atire Primeiro : A Vingança de um Policial " filme da TV NBC.  Entre os poucos papéis substanciais co - estrelou em
 " Gun Crazy " um thriller Showtime, assim como uma aparição em "Melrose Place ". 
Em 1993, Davies foi lançado em um comercial de TV para a Subaru em que o seu "caráter " compara-se ao carro e para o punk rock .  O comercial foi notado por numerosos diretores de elenco.
Talvez tenha sido isto que levou-o a compor o elenco do Resgate do Soldado Ryan.
Mais recentemente atuou na mini série Lost, onde teve bastante destaque nos dois últimos anos da série.

Justificativa

Posto tudo isso justifico aqui a escolha de uma figura de resina na escala 1/16 que achei bastante parecida com a personagem do filme e que transformei no meu mais recente trabalho com o título:

"Upham - A Procura por Ryan"

Upham é o nome do seu personagem, um cabo de formação técnica, servindo na 29th Infantry Division, como tradutor (fala Alemão fluentemente, fato explicado mais adiante no filme) e datilógrafo de mensagens da companhia.
É escolhido pelo Capitão Miller (Tom Hanks) mesmo sem nenhuma experiência no front, seria muito útil como intérprete durante o avanço na procura de Ryan em território hostíl ainda recheado de inimigos alemães.

Abaixo algumas fotos do ator durante sua autação no filme:




Abaixo as fotos da Figura Finalizada:








Espero que tenham gostado.
Até o próximo post!
Forte Abraço,
Osmarjun

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ponte Bénouville - Marco Zero da Invasão Aliada no Dia D

Dentre os vários objetivos principais durante os primeiros movimentos das tropas participantes da invasão da Normandia no Dia D estavam algumas pontes, as principais que deveriam segundo os planos aliados serem tomadas e conservadas por alguns grupos de assalto específicos até a chegada do grosso dos soldados que desembarcariam nas praias.
Estas pontes seriam vitais para suprir as tropas ivasoras e dar continuidade nos dias subsequentes para que a Operação Overlord tivesse êxito total.
Uma destas pontes, era a pequenina, charmosa e fundamental:

PEGASUS BRIDGE




Bénouville D-Day 1944

Pegasus Bridge é uma ponte basculante (um tipo de ponte móvel), construído em 1934, que cruza o Canal de Caen, entre Caen e Ouistreham, na Normandia, França. Também conhecida como a Ponte Bénouville fica após a aldeia vizinha, que era próxima de Ranville. É uma ponte sobre o rio Orne, sendo um dos principais objetivos da Operação Tonga nos minutos iniciais antes da invasão da Normandia. Uma unidade de planador carregado por soldados britânicos da 6ª Divisão Aerotransportada, comandada pelo Major John Howard que tinha como missão tomar as pontes e mantê-las intactas. A obtenção do sucesso nas pontes desempenhou um papel importante na limitação da eficácia de um contra-ataque alemão, nos dias e semanas seguintes à invasão. Em 1944 esta ponte foi rebatizada como Pegasus Bridge, em honra da operação. O nome é derivado do emblema de ombro usado pelas forças britânicas pára-quedistas, que é o cavalo alado Pégaso. Na noite de 05 de junho de 1944, uma força de 181 homens, liderados pelo Major John Howard, decolou da RAF Tarrant Rushton em Dorset, sul da Inglaterra, em seis planadores Horsa para capturar Pegasus Bridge, e também "Horsa Bridge", algumas centenas de metros para o leste, sobre o rio Orne. A força incluía elementos da B e D do 2 º Batalhão, Oxfordshire e Buckinghamshire Light Infantry, um pelotão da Companhia B, Royal Engineers, e os homens do Regimento de Pilotos de Planador. O objeto desta ação era evitar que blindados alemães a partir do cruzamento das pontes pudesse atacar o flanco leste do desembarque na praia Sword. Cinco dos planadores do Boi e Bucks pousaram a 47 metros de seus objetivos a partir de 16 minutos após a meia-noite. Os atacantes saiam dos planadores, surpreendendo completamente as defesas alemãs, tomando-as em 10 minutos. Eles perderam apenas dois homens no processo, o Tenente Den Brotheridge e o soldado Fred Greenhalgh (que é considerado historicamente a primeira vítima do Dia D).

Planadores Horsa utilizados no Dia D

Foto atual da Ponte Pegasus



Até o próximo post,
Forte Abraço!
Osmarjun

sexta-feira, 4 de março de 2011

German Mountain Troop - Figura -1:35 scale

Montei e finalizei esta figura durante o trabalho
da Vinheta de Anzio.
Na maioria das vezes, quando estou envolvido
com alguma montagem que exige muita atenção e tempo,
costumo realizar paralelamente algum outro trabalho
 para descontrair.
Abaixo a pesquisa histórica e as fotos do trabalho finalizado:

Flor de Edelweiss
Símbolo das Divisões de Montanha Alemãs


História
Durante a Segunda Guerra Mundial a Wehrmacht e as Waffen-SS criaram uma série de unidades de Infantaria de Montanha.
Um corpo inteiro foi formado na Noruega em 1941. Suas divisões foram levemente equipadas, com grande parte do transporte fornecido por mulas. Estas unidades de montanha estavam equipadas com armas automáticas da infantaria regular, porém as metralhadoras MG34 e MG42 foram fornecidas com mais munição do que para a infantaria regular. As tropas de Montanha eram identificadas pela insígnia do Edelweiss (Existem muitas lendas relacionadas a essa flor, por exemplo, que ela adveio das lágrimas de uma jovem virgem. Existe também uma lenda em que pessoas caem de abismos tentando colhê-la. Dizem as lendas da Áustria que pode ser uma prova de amor, quando o rapaz sobe os Alpes para buscar a linda flor para sua amada, pois é um percurso muito perigoso, e somente com muito amor para se arriscar dessa maneira). A Infantaria de Montanha participou de muitas batalhas, incluindo a Operação Weserübung, Operação Fox, Operação Ártico e as Operações na região do Cáucaso, Linha Gótica, e na invasão da Ilha de Creta e nas batalhas na região de Vosges, na França.
Seus mais famosos soldados foram o sniper Matthäus Hetzenauer e Josef "Sepp" Allerberger que serviram nas Tropas de Montanha na Frente Oriental.






Gostei muito de trabalhar esta figura,
aprendi muito durante as pesquisas sobre as tropas de montanha,
além de ter tido a oportunidade de experimentar
um produto que simula neve da Vallejo.
Espero que os Amigos e Visitantes tenham gostado!

Até o próximo post.
Forte Abraço!
Osmarjun